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Aroeira Manenguera


Bandeira branca amor, não posso mais...

 

* Cena do filme "Toda Nudez será Castigada", da obra de Nélson Rodrigues, rodada por Arnaldo Jabor no tempo em que ele não perdia tempo descobrindo razões para as loiras gostarem tanto de musculação, era menos reacionário e a Embrafilme financiava alguma coisa, antes de o Collor fuder com tudo!

 

Mais do que a paz implorada e o pedido de arrego, o samba pra mim lembra algo tão ladrão boliviano , num ritmo festejado de libertação, como se o acaso favorecesse o que não é nada fácil assumir...

 

Agora todos que somem da minha vida, já faço pensamentos de que fugiram com o ladrão boliviano, me deixou cheia de dúvidas, mas partiu feliz...

 

Não vou pregar a sinopse, nem tampouco críticas, os cadernos dois estão aí para isso, mas seguem algumas considerações fragmentadas: personagens em excesso, nem tão esquisitos em sua mania/mistura de sentimentos de dor com deboche/ cenário fuleiro/atriz principal tem ar de beldade e por sorte loira/o amor nasce com o sexo/efeito de luz vermelha/paixão fulgaz...

 

 



Categoria: Alguém foi mais esperto
Escrito por Graziela às 20h32
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não sei dar nome aos bois

Aquilo que você rejeita no seu íntimo, mas aceita enquanto sorri...cortês eu, cortês você

Uma versão repaginada e infeliz do que um dia foi uma puta, uma moça recatada ou uma vendedora de fósforos

Acariciando orelhas enquanto maquina como seria uma morte lenta e anestésica

Ao tempo que escolhe o vestido que combina com os sapatos como se fosse para a maternidade

Não interessa o que seja compreensível,

É permitido viver apenas enquanto durarem as dúvidas

Preenchedora do tempo, novidade do dia, acalento da madrugada

Como queria ter dançado ao passo dos cassinos com um olhar paralisado que pende para o lado

Só é permitido viver se tem alguém a espera lá fora

Doloroso quando se esvai e nada volta

Nem o padeiro com a conta do dia anterior Tardes longas, cheias de claor, desmoronam-se quando aquilo que está longe

Quando penso que a maioria já partiu

O que de animado ficou?

Uma dia como o outro, o ponteiro do relógio fazendo sempre o mesmo tour ritmado Posso ficar melhor quando o outono chegar

Posso ter febre

Posso esmagar uma fruta com os pés

Posso pronunciar palavras hebráicas, sânscrtias, ciganas

Vigiar alguém

Posso seguir... as coisas sempre tendem a acontecer

 

 

 



Categoria: Cá com meus botões
Escrito por Graziela às 10h23
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