|
Pois não é que quando eu estiver dobrando o Cabo da Boa Esperança vou poder dizer que assisti quase em tempo real o ataque às Torres Gêmeas, a ascensão não consegui, mas a queda de Saddam Hussein, a reeleição de um babaca mor a Presidência dos EUA e a Guerra no Iraque e putz, a escolha de um novo Papa que particularmente, graças ao bom Deus Ecumênico não foi brasileiro. Pensei eu, do ponto de vista que as facções conservadoras resultam em atrasos científicos onde são implantadas e imagine querer martelar aqui que camisinha é coisa do cão confiando que por isso fiéis cristãos não irão lembrar o quanto é bom sexo uiauiauia, a libidinagem vai resultar em filhos por hora trabalhada. E para um furo jornalístico: plantar-se próximo a Capela da Sistina enquanto cardeais regidos pelo teto que Michelangelo endeusou às farpas com um padre intrometido que não o deixava pintar em paz, elegem o novo Papa: "Habemos Papa" para distinguir a cor da fumaça, não basta ser jornalista é preciso ter noções cromáticas, imagine eu lá com essa surdez gradual á la Beethoven ia demorar dez anos para sacar o badalar dos sinos, em meio aquela multidão poliglota. Mas enfim, sem mais blá, só passei para dizer que o Papa condena o bom e velho rock'n roll, para ele rock e música pop são "cultos profanos". Ele repudia o rock e a música pop, porque acredita que esses ritmos são "distrações profanas para a fé cristã". E nessa o Pe. Marcelo literalmente dançou com as concepções do novo líder, é meus caros amigos, ele também condena as "showmissas", como as realizadas pelo padre pop que ainda não se decidiu se ouve Vivaldi ou pula pro lado do axé. Em seu livro "Introdução ao espírito da liturgia", Ratzinger, ou Bento 16 descreveu o rock como "uma expressão básica das paixões que, em grandes platéias, pode assumir características de culto ou até de adoração, contrários ao cristianismo". Conforme ele, o rock tenta falsamente "liberar o homem por meio de um fenômeno de massa, marcado pelo ritmo, o barulho e pelos efeitos de luz", e ele se atentou para esse fato importantíssimo pela rádio do Vaticano (deviam ter muita coisa pra fazer). Já agora eu concordo em grau, número, gênero e altura, quando ele descreve a música pop como "um culto industrializado de banalidades", perfeita definição, isso porque ele não conhece as rádios que difundem isso no Brasil e nem o modelo embalado de artistas by Pe. Marcelo tupiniquim. Eu só fiquei imaginando que com tanta gente se fudendo nessa vida, com a falta de olhos poderosos como o da Igreja para a situação caótica que certas pessoas são submetidas. O coments vir a calhar. As vítimas de chacinas, indefesos de guerra, flagelados da seca agradecem a consideração.
Fala a verdade: O Papa podia ser um latino americano ex-hippie e anarquista e fá do Raul... pois é: "Quando acabar o maluco sou eu..."
20 de abril de 2005, do velho blog
|